quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

DIA DO PAJADOR.








Hoje é dia do pajador gaúcho, publico aqui fotos de alguns colegas pajadores e lamento a falta de empenho das pessoas ligadas a arte pajadoril, que deixam esta data tão importante, passar de modo tão discreto.

Publico aqui a cópia do documento que tornou o dia do pajador gaúcho, lei estadual fixado em 30 de janeiro, dia do aniversário do mestre Jayme Caetano Braun.

LEI:   11.676


           LEI Nº 11.676, DE 16 DE OUTUBRO DE 2001.

          

           Dispõe sobre a instituição do "Dia do Pajador Gaúcho".

          

           O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.

          

           Faço saber, em cumprimento ao disposto no artigo 82, inciso IV, da Constituição do Estado, que a Assembléia Legislativa aprovou e eu sanciono e promulgo a Lei seguinte:

           Art. 1º - Fica instituído o "Dia do Pajador Gaúcho", que será comemorado no Estado do Rio Grande do Sul no dia 30 de janeiro, data de nascimento do poeta e pajador gaúcho Jaime Caetano Braun.

           Art. 2º - O "Dia do Pajador Gaúcho" deverá fazer parte do calendário de eventos culturais do Estado.

           Art. 3º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

           Art. 4º - Revogam-se as disposições em contrário.

          

           PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 16 de outubro de 2001.

           FIM DO DOCUMENTO

Por hora é isso, inté fui...

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

OS DEZ MAIORES GAITEIROS GAÚCHOS – GAITA PONTO (OU CROMÁTICA)


OS DEZ MAIORES GAITEIROS GAÚCHOS – GAITA PONTO (OU CROMÁTICA)

Chegamos ao final de mais uma pesquisa em nosso blog. Como já tínhamos escolhido os Dez Maiores Gaiteiro de Gaita Piano, desta feita, resolvemos perguntar e opinar sobre os Dez Maiores na gaita de botão, ou cromática. Devemos confessar que esta escolha se mostrou mais difícil que a outra em face da paridade entre os músicos desta modalidade. Desta forma resolvemos simplificar e mudar o critério de escolha. Foi meio assim: escolhemos um representante de cada seguimento, cada categoria, cada modalidade, ou seja, separamos os gaiteiros de baile, os da “velha guarda”, os festivaleiros, e assim por diante. Com muito respeito e devoção a TODOS os gaiteiros executores de uma ”voz trocada” queremos ressaltar que isto tudo é apenas uma opinião, assim como as diversas, de diversos leitores do blog, que recebemos. Todas elas (opiniões) tem sua valia, sua importância, sua peculiaridade e não somos ninguém para discordar. Sendo assim, todos os lembrados (a até mesmo aqueles não citados) estão de parabéns. Nossa escolha, em ordem alfabética, foi esta:
Chico Brasil. O Gaiteiro de Bailes
 
Francisco de Assis Brasil, o Chico Brasil (de camisa preta), gaiteiro multipremiado em vários festivais e rodeios ingressou no conjunto Os Monarcas no ano de 1992. Ali, encontrou-se como gaiteiro de fandango. Extremamente hábil no dedilhar de uma botoneira, Chico Brasil representa dezenas de músicos de baile que levam, com muita alegria, o som das gaitas de botões aos salões do Brasil. Estão entre estes grandes gaiteiros Orlandinho Rocha, Gilmar Selau, Osmar Motta, Volmir Dutra, Neneco, Rodrigo Pires, Gerson Fogaça (que foi muito citado) e outros.
Dedé Cunha. O Chamamesero.
 
Antônio Dedé Cunha é natural de Manuã (Cabeleira), outrora pertencente a São Borja, cidade esta (São Borja) onde vive até hoje. Foi soldado da Brigada Militar e parceiro de grandes nomes missioneiros como Noel Guarany, Cenair Maicá e Pedro Ortaça. Foi mestre, na botoneira, de Gabriel Ortaça e hoje ainda é professor, difundindo este instrumento para a piazada lá de São Borja. Dono de um estilo autêntico abrindo, nas famosas vaneiras e chamarras de sua autoria nos cinco discos que gravou, a famosa cordeona branca de três ilheras. Além de Gabriel, seguem os passos do grande Dedé Cunha, gaiteiros como Tiago Rossato, San Pedro de La Cordeona, Renato Fagundes e muitos outros.
Edilberto Bérgamo – O Festivaleiro.
É  natural de São Gabriel. Músico, arranjador e compositor iniciou sua carreira artística profissionalmente aos quatorze anos com o grupo musical Minuano, do estado do Paraná. De volta ao Rio Grande do Sul, começou a participar de festivais nativistas onde, atualmente, é nome consagrado, tendo conquistado várias premiações como instrumentista, arranjador, compositor e intérprete. Foi músico e arranjador de grandes artistas como Luiz Marenco, Cesar Oliveira e Rogério Melo e Jari Terres. Em 1999, junto com João Marcos “Negrinho” Martins, Egbert Parada, Luiz Clóvis Girard e Gustavo Teixeira fundou o grupo Alma Musiqueira, gravando os CDS Coplas Terra Morena e Pampiana de Fé. Seguem o mesmo estilo e poderiam tranqüilamente também serem escolhidos, nomes como Leonel Gomes, Ricardo Martins, Tiago Quadros, Thiago Abib, Nielsen Santos, Marcelinho Nunes, Raone, Fabiano Torres, Wagner Guadanin, João Vicente, Sadi Cardoso e outros.
Gaúcho da Fronteira - O Doble Chapa
  
É um dos artistas mais conhecidos fora do Rio Grande do Sul. Natural de Santana do Livramento, na divisa com o Uruguai, tornou-se muito popular interpretando composições por vezes jocosas, mas muito alegres e autênticas. Representa uma gama de acordeonistas da Velha Cepa Crioula onde qualquer um poderia, também, ser o representante pois são nomes consagrados dentro da musicalidade gaúcha. Tais como: Adair de Freitas, Nelson Cardoso, Mano Lima, Xiru Missioneiro, Tio Nanato, João Campeiro, Moreno Martins, Helmo de Freitas, Bagre Fagundes, Eurides Nunes, Telmo de Lima Freitas, Ivan Taborda, Xiru Pereira, José Melo  e outros.
Gilberto Monteiro – O Mestre dos Mestres. 
Considerado por muitos como “O Melhor de Todos”, o santiaguense Gilberto Monteiro coloca sua alma na ponta dos dedos. É bonito por demais ver-lhe tocar sua botoneira devido a sensibilidade a flor da pele e os sonidos que só ele consegue tirar de uma gaita de botão. Aparece em todas as listas de nossos leitores na escolha dos Dez Mais. É autor de verdadeiros clássicos na botoneira como: Pra Ti Guria, Milonga Para As Missões, Alumiando As Maçanetas, e outras. Tem estilo e características só suas.
Oscar dos Reis - O Professor
 
A maioria dos grandes gaiteiros contemporâneos tiveram instruções sobre o instrumento (gaita de botão, cromática ou piano) com Oscar dos Reis. Foi (e é) o mestre, na acepção da palavra, de dezenas de acordeonistas gaúchos. É um aficionado pelo instrumento e, nesta condição, viajou pela Europa toda, em busca de conhecimento para retransmiti-los aqui na querência de São Pedro. Acompanhou com sua “pianada” verdadeiros ícones da musicalidade gauchesca como Honeyde Bertussi e Edson Dutra. Mora em Caxias do Sul, onde ministra suas aulas.
Pedro Raymundo - O Pioneiro
 
Pedro Raimundo foi o precursor dos gaiteiros rio-grandenses, embora catarinense de nascimento (nasceu em Imaruí). Foi um dos maiores divulgadores, através de sua sanfona cromática, das tradições de nosso pago. Em evidência nos anos 40 e 50, principalmente com a música Adeus, Mariana. Iniciou-se com música gauchesca, e, transladando-se para o Rio de Janeiro ficou conhecido como o gaúcho alegre do rádio. Mas, com o tempo, na esteira do sucesso de Luiz Gonzaga, e por influência deste, passou a apresentar-se com trajes nordestinos e acrescentou o baião e outros ritmos populares na época a seu repertório.
Renato Borghetti - O Divulgador
 
Renato Borgheti, ou o Borghetinho, como é mais conhecido, é o maior divulgador da gaita de botão e da música instrumental como um todo, do Rio Grande do Sul, mundo a fora. Começou a fazer sucesso com a gravação de “Milonga Para as Missões”, de Gilberto Monteiro. Seu primeiro LP bateu record de vendas para composições exclusivamente instrumentais. Fez e faz shows com os maiores nomes da música brasileira. Por influência de Borghetti dezenas de novos acordeonistas surgiram no Estado. Mantém uma escola musical (Fábrica de Gaiteiros) para gaita ponto em Guaíba.
Tio Bilia – O Missioneiro.
 
Tio Bilia não pode ficar de fora de lista alguma ao se falar de gaita ponto. Missioneiro da pura cepa crioula, foi o grande mestre de várias gerações de gaiteiros não só daquela região de terra vermelha como de resto, todo o Rio Grande. Faltam palavras para descrever a importância deste saudoso gaiteiro. É contemporâneo de grandes tocadores como Virgilio Pinheiro, Belizário, João Máximo, Virgilio Leitão, Adão Lanes, Neneca Gomes, os Irmãos Pato, Reduzino Malaquias, Tio Pedrinho e seguem os passos do velho patriarca diversos descendentes que formam a Família Bilia, executores, em sua maioria, de Gaita de botão.
10 - O décimo escolhido fica por conta e opinião de cada um dos leitores, pois são tantos e tão capacitados os acordeonistas rio-grandenses que seria ousadia de nossa parte determinarmos seus nomes e limitarmos sua quantidade. Ele pode ser qualquer um dos mais de 50 que citamos na postagem, ou mesmo muitos que não relacionamos, em face do grande número de grandes acordeonistas de uma "Oito Socos". Parabéns a TODOS.

domingo, 26 de janeiro de 2014

TROVA LITERÁRIA

Nós poetas admiramos além das formas poéticas praticadas no improviso, a poesia escrita, e a forma conhecida por trova literária, onde são quadras rimando a primeira com a terceira e a segunda com a quarta, tudo setessilábicos onde a rima se apresenta na sétima sílaba tônica, nesse domingo 26 de janeiro assistindo televisão, mais específicamente o programa Sr Brasil, apresentado por Rolando Boldrin, apareceu na tela esta jóia poética.

SER POETA É SER ETERNO
SEM CONDENAR OS ATEUS
É SONHAR DENTRO DO INFERNO
E ACORDAR DENTRO DE DEUS.

Desejo a todos um ótimo domingo e muita paz e serenidade a todos os parentes e amigos das pessoas desaparecidas durante o incêndio da boate Kiss em Santa Maria.

Por hora é isso, inté fui...

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

VACARIA, AÍ VAMOS NÓS.



Este é o trio de avaliadores que vão trabalhar na vacaria, nos dias 08 e 09 de fevereiro o horário das competições pode ser conferido no site do rodeio internacional de Vacaria, José Estivalet, Adão Bernardes e Leôncio Amaral são os legítimos representantes da trova e pajada, pois costumam estar sempre presentes nos eventos realizados Rio Grande a fora e também em outros estados e países onde houver manifestação de trovas e pajadas, se não os três, mas algum dos três por certo estará conferindo.

Por hora é isso, inté fui...

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

COMISSÃO AVALIADORA DE TROVAS E PAJADAS NA VACARIA

Conforme o prometido só divulgo hoje 20 de janeiro os nomes dos avaliadores contratados para o Rodeio Internacional da Vacaria de 01 a 09 de fevereiro de 2014, as trovas e pajadas serão nos dias 08 e 09 nos dois últimos dias do evento. horário e palco consultar no site do rodeio. Avaliadores, José Estivalet, Leôncio Amaral e Adão Bernardes. Por hora é isso, inté fui...

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

CLASSIFICADOS ACAMPAMENTO DA CANÇÃO E BIVAQUE DA POESIA 2014

CLASSSIFICADOS ACAMPAMENTO DA CANÇÃO E BIVAQUE DA POESIA 2014 Classificadas 13º Acampamento da Canção Nativa. Apresentação em palco dia 01/03 1- Ferraduras (Milonga) Letra: João Stimamilio (Porto Alegre) Música: Érlon Péricles (Porto Alegre) 2- Meu Nome Não Vale Nada (Chamarra) Letra: Diego Müller (Canoas) Leonardo Borges (Santana do Livramento) Música: Esequiel Oliveira (Glorinha) 3- Futebol de Bombacha (Rancheira) Letra: Candido Roberto Amaral Borges (Santana do Livramento) Música: Liziane Montoli de Souza, Clóvis de Souza e Marcelo Holmos (Santana do Livramento) 4- Resumindo (Milonga) Letra e Música: Mauro Moraes (Porto Alegre) 5- Chuvisqueiro de Garoa (Milonga) Letra: Luciano Maia (Porto Alegre) Música: Gujo Teixeira (Lavras do Sul) 6- Milonga de Passaporte (Milonga) Letra e Música: Airton Pimentel (Porto Alegre) 7- Ao Sul do Meu Rincão (Milonga) Letra e Música: Rodrigo Morales (Porto Alegre) 8- Sueñero Sur (Rasguido) Letra: Roberto Borges (Pelotas) Música: Roberto Borges e Cristian Camargo (Pelotas) 9- Manuscritos (Milonga) Letra e Música: Claudio Silveira (Santana do Livramento) 10 –Presentaço (Milonga) Letra: Gerson Silva de Souza (Porto Alegre) Música: Rafael Rocha Cardozo (Porto Alegre) 11- Patroinha (Chamarra) Letra: Francisco Brasil (Bagé) Música: Filipe Calvete Corso (Canoas) 12 –Coração Andante (Milonga) Letra: Rodrigo Bauer (São Borga) Música: Tuny Brum (Santa Maria) Classificadas 12º Bivaque da Poesia Gaúcha. Apresentação em palco dia 28/02 1- Canto Criança Autor: Rafael Machado (Santo Antônio das Missões) 2- O Vinho Tinto da Dor Autor: Joseti Gomes (Gravataí) 3- Transcendências Autores: Henrique Fernandes (Marau) Jadir de Oliveira (Novo Hamburgo) 4-Coplas Pra Uma Vida Enforquilhada Autores: Cristiano Ferreira Pereira (Porto Alegre) Claudio Silveira (Santana do Livramento) 5- Palavra de Vento Autores: Adriano Silva Alves (Dom Pedrito) Xirú Antunes (Pelotas) 6- Lua Cheia de Outubro Autor: Moisés Silveira de Menezes (São Pedro do Sul) 7- Gesta Gaúcha no Sertão Baiano Autor: Luis Lopes de Souza (Passo Fundo) 8- O Campo Oferece Flores Autores: Jeferson Valente (Santa Clara do Sul) Fábio Malcorra 9- Quando um Verso Corcoveia Autor: Ari Pinheiro (Florianópolis) 10-Quando Um Domina o Outro Autor: Maximiliano Alves de Moraes (Alegrete) Esta é a nominata das obras com seus respectivos autores, classificadas para o Acampamento da Canção e o Bivaque da Poesia, festivais da cidade de Campo Bom. Por hora é isso, inté fui...

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O PRESIDENTE É O SAVARÍS

 

SAVARIS É O PRESIDENTE DO M.T.G.




O sabado, no  centro de eventos da cultura gaúcha, Almir Azeredo Ramos, no Parque da Harmonia foi um dia de grandes decisões par ao movimento tradicionalista. Foi aprovada a proposta de tema anual do MTG para 2014: "Preservando o passado, construindo o futuro. MTG em defesa do patrimônio histórico e cultural do RS".

Além disso foi votado e escolhido o local de acendimento da Chama Crioula Oficial do estado, no mes de agosto. Será a cidade de Cruz Alta, terra de Erico Veríssimo. O tema dos festejos farroupilhas do RS, que será trabalhado nas escolas, CTGs e desfiles, foi "Eu sou do Sul", tema que retrata o orgulho de ser gaúcho através das coisas do nosso estado.

Muitos foram os debates. Alguns bastante acirrados. Quase mil delegados eleitores inscritos para as eleições.

No espaço do congresso ainda houve a formatura da 10ª turma do Curso de Formação Tradicionalista Avançado, o CFor.

Na votação para a presidência do M.T.G., com 532 votos, Manoelito Carlos Savaris, da Chapa 2, "de mãos dadas", voltou a ocupar o cargo de Presidente do MTG, escolhido, por seus pares, em reunião do Conselho Diretor (que ocorre logo após o pleito eleitoral, pois é eleita a chapa de renovação do conselho). Savaris que já foi Presidente de 2001 a 2003 e de 2005 e 2006, vai para sua 6ª gestão. É o segundo Presidente da história a ocupar este cargo pela sexta vez, o outro é Onésimo Carneiro Duarte.

Conselho se reuniu e escolheu os membros da chapa "de mãos dadas" para dirigir o movimento. 

Ficou assim escolhida a equipe de Manoelito Savaris:
Vice-presidente de administração: Nairoli Antunes Callegaro
Vice-presidente de Finanças: Gerson Luiz Ludwig
Vice-presidente de Cultura: Elenir Dill Winck
Vice-presidente de Eventos: José Roberto Fischborn
Tesoureiro Geral: Paulo Lucas
Secretario Geral: Cloni Saul
Presidente da Junta Fiscal: Elomir Geraldo Malta

Por hora é isso, inté fui...

domingo, 12 de janeiro de 2014

MORRE O CRIOULO DOS PAMPAS


MORRE O CRIOULO DOS PAMPAS






O cantor e compositor Crioulo dos Pampas, autor do grande sucesso "Nego Bom Não se Mistura", faleceu na madrugada desta quinta-feira, em Gravataí, vítima de um infarto. Ele sofria de diabetes já a bastante tempo.

Deixou 15 discos gravados, entre LPS e CDs.



Mais um artista popular que se vai pra Querência Eterna. Lamentável.

É com pesar que este blog divulga neste domingo a morte do cantor e gaiteiro Carlinhos do Acordeon, o crioulo dos pampas como ficou conhecido no meio artístico do Rio Grande do Sul.

Descanse em paz amigo velho, só soube de sua morte agora, domingo 12 de janeiro de 2014 e sua partida foi ainda na madrugada de sexta feira dia 09 de janeiro.

Por hora é isso, inté fui....

sábado, 11 de janeiro de 2014

TEM RODEIO EM CANELA.

Ingressos, Shows e Programação do Rodeio de Canela em 2014
rodeio canela Rodeio de Canela 2014   Shows, Ingressos, Programação
Peões e prendas de todas as regiões do estado do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná certamente irão participar das diversas provas de um dos campeonatos mais tradicionais realizados anualmente no mês de janeiro no Rio Grande do Sul, o esperado Rodeio de Canela 2013 que deverá ser realizado em janeiro no Parque do Saiqui, na cidade de Canela, organizado através do CTG Querência.
Aos interessados em participar ou mesmo comprar seus ingressos para assistir ainda dá tempo, para se ter uma idéia, no ano passado o número de inscritos no concurso literalmente bateu um recorde, contando com mais de 2.114 candidatos inscritos nas várias modalidades e também provas artísticas. De acordo com a organizadora do evento, foram mais de 800 representantes de CTGs de todo o Estado.
O parque de rodeios deverá ser tornar uma cidade praticamente, devendo contar com mais de 5 mil barracas para acomodação do público e um público estimado de mais de 8 mil pessoas de todas as regiões do Brasil. Nestes quatro dias de evento, deverão passar pelo parque dos rodeios mais de 43 mil pessoas.
A obra que deverá recepcionar os convidados deverá oferecer para o público bem como aos ginetes e juízes uma estrutura impressionante, contando com mais de 1.589,85m² apenas para a arena de provas, junto das arquibancadas fixas, onde foram gastas para a construção mais de R$ 146.250,00.
O principal atrativo do rodeio são praticamente os R$ 65 mil em prêmios para as diversas provas realizadas.
Os ingressos aos interessados em assistir ao evento variam bastante de acordo com o dia e a antecedência da compra destes ingressos. Já para os interessados em participar dos rodeios asinscrições variam de acordo com a categoria entre valores de R$ 60 a R$ 300.
Já para os fandangos o evento deverá contar com shows nos Fandangos de Grupo Candieiro, Porca Véia e Grupo Cordiona e também Grupo Rodeio.
No último final de semana deverá acontecer a programação artística de danças e canto nos dias 12 e 13 de janeiro, o usuário poderá ter informações completas através da programação do rodeio.
Por hora é isso, inté fui....

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

CONGRESSO TRADICIONALISTA 61º EDIÇÃO NA CAPITAL.


 Bertolini reeleito e Porto Alegre sediará congresso em 2014
presidenteA capital do estado receberá os tradicionalistas do Rio Grande do Sul em janeiro de 2014, ano da copa do mundo. Deverá ser um acampamento temático, para que se forme um grande debate sobre o futuro do Movimento Tradicionalista Gaúcho. 315 congressistas elegeram Porto Alegre, uma das sedes da copa, para sediar o maior conclave do MTG.

Depois de um ano considerado de muito sucesso em sua gestão, Erival Bertolini, alcança seu objetivo e é eleito para seu terceiro mandato. Foram 307 votantes, sendo 259 votos à favor e 46 contra.
O Congresso de Santa Maria garantiu ainda, o acendimento da Chama Crioula do estado em 2013. Será na cidade de General Camara, no distrito de Santo Amaro do Sul, com 270 votos favoráveis. 

Cruz Alta trouxe comitiva com o Prefeito Municipal para se pre candidatar à Chama Crioula 2015

Foi formada a turma “João-de-barro”, assim denominada pelos participantes do grupo do Cfor (curso de formação tradicionalista) avançado. A oradora do grupo foi a 1ª prenda do Rio Grande do Sul, Raquel Pinheiro, e a paraninfa foi Odila Paese Savaris

domingo, 5 de janeiro de 2014

TERNO DE REIS

Publico aqui a letra gravada pelo grupo Os Mirins "Terno de Reis" que está gravada no LP de vinil, Imagens do Sul e na sequencia publico o poema de minha autoria "Cantigas do Supremo Advento" lembrando que amanhã 06 de janeiro é dia de santos reis.

O terno de reis é uma tradição religiosa muito difundida no interior do Rio Grande do Sul, principalmente no litoral norte.


Meu senhor dono da casa, 
Meu senhor dono da casa os três reis que vão chegando... 

Esta canção quem cantava era o meu velho pai 
Com terno marchando até hoje ainda sai 
De dezembro a janeiro parando no dia seis 
Cantando de porta em porta a fada dos santos reis 

Já que o senhor abriu a porta, 
Já que o senhor abriu a porta e está nos escutando 
Pedimos sua licença, ai, 
Pedimos sua licença, ai pra poder entrar cantando, ai. 

E na frente do presépio contemplando o salvador 
Improvisavam seus versos com carinho e muito amor. 
Falavam de sua fé de ternura e querer bem 
Parece que Jesus Cristo estava cantando também. 

Vamos parar de cantar, ai, 
Vamos parar de cantar, ai para este povo estimado, ai, 
Entregando sua família, ai, 
Entregando sua família para o meu Jesus amar 

Nosso terno vai embor



CANTIGAS DA ANUNCIAÇÃO DO SUPREMO ADVENTO.



Dois mestres, dois contra mestres

um tiple um violinista

assim na pampa sulista

por asfaltos e campestres

cruzam regiões silvestres

até mesmo no povoeiro

o pampa se fez herdeiro

ecoa no litoral

da véspera de natal

vão até seis de janeiro.



O terno de reis anuncia

o nascimento de Cristo

e nos diz assim num misto

de devoção e alegria

que o filho de Maria

vem a terra nos salvar

Melchior e Balthazar

conclamam em todos os pagos

e completando os três reis magos

representam rei Gaspar.



São três reis por isso é terno

é o supremo advento

o sagrado nascimento

do filho do pai eterno

e até no mundo moderno

ao ouvi-los me convenço

que esse amor tão intenso

se espalhou nos continentes

perene como os presentes

o ouro, a mirra o incenso.



O presépio é o cenário

onde os mestres improvisam

na cantiga nos avisam

que o supremo mandatário

num gesto extraordinário

de confiança e de bondade

pra nos mostrar a verdade

a luz e o melhor trilho

encarregou a seu filho

de salvar a humanidade.







Essa arte é o simbolismo

do que ocorreu em Belém

o nascimento de alguém

com luz e magnetismo

que abençoou o batismo

por não temer o mais forte

superou até a morte

essa figura abençoada

se canta em lenta toada

em todo litoral norte.



Quem recebe os peregrinos

abre a porta com franquia

e em silenciosa alegria

escuta os cantos divinos

os mestres são genuínos

fazem cantando a chegada

improvisam na entrada

num tom cadenciado e lento

contam todo o nascimento

conforme a bíblia sagrada.



O rei Gaspar era branco

o Melchior caboclão

formando uma integração

com Balthazar preto franco

os três reis no mesmo tranco

vieram prestar louvor

a Cristo nosso senhor

com devoção e respeito

sem reserva ou preconceito

nem de raça nem de cor.



E esta mesma integração

que se anuncia em cantiga

para que o amor prossiga

habitando o coração

no culto da tradição

quem viver vai percebendo

é a voz do povo dizendo

a mais sagrada das leis

enquanto houver terno de reis

Cristo estará renascendo.
 por hora é isso, inté fui...



sábado, 4 de janeiro de 2014

ORIGEM DA CANTORIA NORDESTINA


ORIGEM DA CANTORIA NORDESTINA

ORIGEM DA CANTORIA NORDESTINA

A cantoria de repente teve início, aqui no Nordeste, em terras paraibanas, ali pelas quebradas da serra do Teixeira, no meado do século dezenove, com o surgimento dos primeiros cantadores e repentistas: Agostinho Nunes da Costa(1797-1852) e seus filhos Antônio Ugolino Nunes da Costa, Ugolino do Sabugi(Teixeira – 1832-1895), primeiro grande cantador brasileiro, e Nicandro Nunes da Costa(Teixeira – 1829-1918), o poeta ferreiro. Nessa fase inicial e na de afirmação da cantoria como profissão e arte, vamos encontrar Silvino Pirauá Lima(Patos-PB – 1848-1913), introdutor da sextilha no cordel e na cantoria, do uso da deixa e do martelo-agalopado como se canta hoje; Germano Alves de Araújo Leitão(Germano da Lagoa – Teixeira – PB – 1842-1904); Romano da Mãe d’Água(1840-1891), Francisco Romano Caluête, ou Francisco Romano, considerado o maior cantador de seu tempo, tornado legenda pelas famosas pelejas com Inácio da Catingueira(Catingueira-PB – 1845-1881), o chamado gênio escravo que engrandeceu a cantoria pela beleza e espontaneidade de seu estro. Outro cantador de grande expressão que marcou espaço na época foi Bernardo Nogueira(Teixeira – 1832-1895), de quem diz Câmara Cascudo: - “Violeiro afamado, repentista invencível, mestre-de-armas sertanejo, jogando bem espada e cacete, era mais inteligente que letrado.” (Vaqueiros e Cantadores, p. 309).

Alguns elegem Gregório de Matos Guerra, o Boca do Inferno(Bahia – 1633-1693) e o Padre Domingos Caldas Barbosa(1738 – 1800) como precursores da cantoria de viola no Brasil. Os dois, na verdade bons poetas, foram cantadores de modinhas ao som da viola, nunca, porém, repentistas dados a duros e longos desafios. Improvisavam quadrinhas vez por outra, em saraus e reuniões de intelectuais. Caldas Barbosa, em Portugal, despertou a rivalidade do grande Bocage, em face do prestígio do primeiro nos salões palacianos, cantando modinhas e fazendo quadras, vez por outra. Uma feita, Bocage explodiu: - “Improvisa berrando o bode rouco!” Caldas Barbosa, em resposta, acentuou que Bocage,

“Um homem de pouca fé,
Só não fala de Jesus
Porque não sabe quem é!”

O nosso mestre maior, Câmara Cascudo, que estudou a obra de Domingos Caldas Barbosa, para um volume da coleção Nossos Clássicos, não o considerou precursor da cantoria, assim como não deu também tal título a Gregório de Matos. E o mestre Cascudo não deixou a desejar a respeito das origens do desafio, do repente e da cantoria.
Os dois poetas, sem dúvida, influenciaram os violeiros que cantam modinhas e músicas caipiras, cuja presença em Goiás e Minas é considerável atualmente. O programa da cantora Inezita Barroso – VIOLA MINHA VIOLA – na TV CULTURA, é palco desses inúmeros violeiros que muitas vezes nos levam às lágrimas com suas modinhas predominantemente tristes e langorosas.
Enquanto isso, a nossa cantoria de repente caracteriza-se pelo confronto entre cantadores, ou seja, pelo desafio, cuja origem remonta à Grécia Antiga.

A esse respeito, muito se tem questionado, nos últimos tempos, na ânsia de aclarar as dúvidas e fincar uma estaca em algum ponto do tempo e do espaço que possa escorar confortavelmente os estudiosos do assunto e dar resposta firme ao enorme rol de curiosidades insatisfeitas. No Brasil, somente Cascudo estudou diretamente e com profundidade o assunto. Sílvio Romero, João Ribeiro, Gustavo Barroso, Rodrigues de Carvalho, Leonardo Mota, Renato Almeida, além de outros, cuidaram da cultura popular e do folclore, mas praticamente passaram de largo sobre a origem de nossa cantoria.

Parece-nos que, nessa busca do elo inicial da corrente eletrizante da cantoria nordestina, ninguém foi mais longe, com respaldo bibliográfico, do que o nosso gigantesco Luís da Câmara Cascudo, que o vai vislumbrar no antigo canto amebeu grego (desafio entre pastores), cuja técnica teria sido adotada por Homero na Ilíada e na Odisséia. Oportuno lembrar que Homero viveu (se é que viveu) por volta dos séculos IX e VIII antes de Cristo. Assim, o canto amebeu grego já era exercitado há, pelo menos, trinta séculos de hoje. O mestre potiguar assinala que Horácio e Virgílio testemunharam a influência desse canto nas populações rurais de seu país. “O canto alternado reaparece na Idade Média, nas lutas dos Jonglers, trouveros, Troubadours, Minesingers, na França, Alemanha, Flandres, sob o nome de tenson ou de Jeux-partis, diálogos contraditórios, declamados com acompanhamento de laúde ou viola, a viola de arco, avó da rabeca sertaneja”, argumenta Cascudo. Nosso gênio potiguar jamais abriu mão dessa tese e a sustentou no Dicionário do Folclore Brasileiro, em Vaqueiros e Cantadores e em Literatura Oral no Brasil. Contudo, ressalta que os árabes conheceram tal canto. Registra, também, a posição discordante de Teófilo Braga (1843-1924), grande historiador da literatura portuguesa, que julgava o desafio português, ou desgarrada, de origem árabe imitado pelos provençais, mas não arreda pé de sua tese, acrescentando apoio na obra de Charles Barbier – Introdução aos Idílios de Teócrito, de que transcreve longa página no próprio original francês. (Cascudo não gostava de traduzir as transcrições de outras línguas).
As posições de Cascudo e de Teófilo Braga trilham os seguintes caminhos:
a) Para Cascudo, os árabes absorveram o desafio dos trovadores provençais, advindo do canto amebeu grego, e o levaram para o oriente:
b) Para Teófilo Braga, os trovadores provençais receberam o desafio dos árabes e o imitaram em suas cantigas.

Sobre essas posições conflitantes dos dois mestres, leia-se Literatura Oral no Brasil, 1984, pp. 346/347.


Um enfoque condizente com a posição de Teófilo Braga é dado pelo Professor de estética e música e violonista da UFPE Sr. Luís Soler, em seu livro RAÍZES ÁRABES, NA TRADIÇÃO POÉTICO-MUSICAL DO SERTÃO NORDESTINO, publicado em 1978, citado por Alberto da Cunha Melo, (UM CERTO LOURO DO PAJEÚ, edição da UFRN, Natal, 2001, p. 61/65).

O autor de UM CERTO LOURO DO PAJEÚ, abraçando a tese do Prof. Luís Soler, admite que “a literatura oral é pré-histórica, pré-documental, pré-escrita, do beduíno do deserto ao repentista nordestino.” (obr. cit. , p. 39).
Um dos trunfos dessa tese é a origem árabe da rabeca e da viola, instrumentos que acompanham os cantadores nordestinos desde os mais antigos. Sabe-se que a viola foi, provavelmente, o primeiro instrumento de cordas que o português divulgou no Brasil (século XVI), porque na época do nosso povoamento a viola em Portugal estava em seu grande esplendor. Por outro lado, a orquestra típica das festas jesuíticas se compunha da viola, do pandeiro, do tamboril e da flauta. (Cascudo, Dicionário). Mas tudo indica que a viola, naquela época, ainda não era a dos nossos cantadores de repente e desafio, senão a dos cantadores de modinhas, canções, hinos eclesiásticos, etc.


O problema da ausência de documentação, tanto na antiguidade como em épocas mais recentes, a exemplo do período colonial brasileiro até a primeira metade do século dezenove, causa enorme dificuldade para o preenchimento dos espaços vazios na história de nossa cantoria e abre margem a inevitáveis especulações que, mais das vezes, não contribuem senão para acirrar a curiosidade dos interessados no assunto, embora talvez possa estimular o esforço a novas e laboriosas pesquisas.

Assim como o cordel, o desafio de repentistas nos veio de além-mar, provavelmente ao mesmo tempo, embora disso não se tenha documentação. “Não conheço documentação sertaneja anterior ao séc. XVIII”, afirma Câmara Cascudo (Literatura Oral no Brasil, 1984, p. 339).
Não contestamos a qualidade dos dois poetas e cantadores de modinhas, assim como a sua capacidade de improvisar. O que não dá para aceitar, em sã consciência, é que eles tenham influenciado os nossos velhos repentistas surgidos na primeira metade do século dezenove. A esse respeito, poderíamos questionar:

1º) Se o mineiro Caldas Barbosa e o baiano Gregório de Matos houvessem aberto caminho à cantoria dos repentistas nordestinos, por que estes não surgiram em Minas ou na Bahia? 2º) Se a influência tivesse vindo daquelas violas, por que vários dos primeiros cantadores usavam pandeiro e rabeca?
Os nossos primeiros repentistas, surgidos no sertão da Paraíba, beberam, com certeza, em outras fontes, assim como os cordelistas,. Tanto os repentistas quanto os cordelistas iniciaram sua obra poética em quadras de sete sílabas, como se fazia no velho mundo. “Não houve criação brasileira nem alteração de maior na nomenclatura.” (Cascudo, obra citada, p. 339).

Com relação aos nossos repentistas, parece-nos provável que desde tempos anteriores ao seu surgimento no sertão da Paraíba, cantadores anônimos tenham perambulado Nordeste afora, ensaiando desafios, tocando viola e batendo pandeiro, porque essas coisas não surgem de vez, logo com um grupo quase organizado de diversos cantadores, ali, nas quebradas do Teixeira. Mas é claro que não temos documentação disso, como já observamos linhas atrás.

De qualquer forma, pelo sim ou pelo não, a cantoria continuará a mesma. Não é uma questiúncula desse naipe que lhe irá mudar os rumos ou as características atuais. Nosso empenho é que ela mergulhe no terceiro milênio com água e lenha, vencendo como sempre todas as adversidades e preservando os verdadeiros valores da cultura popular.

Cabe uma palavra, ainda, sobre a sextilha. Segundo José Alves Sobrinho e Átila Augusto F. de Almeida, essa forma poética teria sido criada por Silvino Pirauá Lima (Dicionário Bio-Bibliográfico dos Repentistas e Poetas de Bancada, I vol., p. 45). Em verdade, o que Pirauá fez foi introduzi-la na cantoria e no cordel, porquanto “A sextilha setissílábica, forma absolutamente vitoriosa na literatura de cordel brasileira, ABCBDB, é tão antiga quanto a quadra, ensinava Carolina Michaelis de Vasconcelos, dizendo-a popularíssima no séc. XVI.” (Conf. Luís da Câmara Cascudo, Literatura Oral no Brasil, Editora da Universidade de São Paulo, 1984, p. 339).
 
Este é um artigo sobre a origem das cantorias praticadas no nordeste do Brasil, como puderam perceber as semelhanças com o nosso improviso são enormes.

Por hora é isso, inté fui...

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

O DIA DO PAJADOR - 30 DE JANEIRO


Nacos da História Gaúcha - Dia do Pajador Gaúcho.




Novamente estamos em janeiro, e novamente não há nada definido sobre as comemorações do dia do pajador, eu gostaria muito que tivéssemos um palco para improvisarmos no dia 30.

Publico aqui um pouco da história de 30 de janeiro, dia do pajador gaúcho e como não pode se falar em pajada sem falar de Jayme Caetano Braun um resumo da vida e obra deste taura pampeano.
 30 de janeiro no Rio Grande do Sul é o “Dia do Pajador Gaúcho”, conforme a lei nº 1.676, de 16 de outubro de 2001, e que faz parte do calendário de eventos do Estado

O Dia do Pajador Gaúcho, instituído por Lei Estadual em outubro de 2001, é uma justa homenagem ao pajador missioneiro Jayme Caetano Braun, cujo nascimento aconteceu no dia 30 de janeiro de 1924, as 8h30min, na Fazenda Santa Catarina, situada na localidade de Timbaúva, na época 3º distrito de São Luiz Gonzaga, onde é hoje município de Bossoroca.

Monumento ao Payador em São Luiz Gonzaga


Mestre dos payadores: Jayme Caetano Braum é reconhecido por sua obra, suas rimas de improviso usando “Décima Espinela”  .

A Décima, em arte poética, é uma estrofe com dez versos. Nela, os versos podem ser heptassilábicos (redondilha ) ou decassílabo.
A Redondilha é o nome dado, a partir do século 16, aos versos de cinco ou sete sílabas) Chama-se decassílabo o verso com dez sílabas poéticas (sílabas métricas).
A Décima Espinela é a estrofe com a qual se expressam os pajadores gaúchos brasileiros, payadores argentinos, uruguaios e chilenos .Possui este nome porque é associada sua criação ao poeta espanhol Vicente Espinel que registrou pela primeira este esquema rimático
Há também décimas com outros esquemas rimáticos diferentes do da Espinela. A estas chama-se Copla Real.


Payador:

 O termo define o repentista que recita versos de improviso. 
Há uma semelhança entre Payador e Trovador, porém, a trova gaúcha tornou-se mais popular, ramificando em três estilos consagrados, que são: Trova Campeira (mi-maior de gavetão), Trova de Martelo e Trova Estilo Gildo de Freitas. Enquanto a trova é cantada com acompanhamento de uma gaita, a payada é recitada ao som de um violão, basicamente em ritmo de milonga.

Payada: Não há um consenso para a origem etmológica da palavra payada, mas apenas hipóteses levantadas por pesquisadores. Alguns afirmam que a origem vem de ‘payo’, nome primitivo dos habitantes de Castilla, na Espanha. Outros alegam que a raiz está na denominação de ‘palla’, nome dado pelos Quíchuas aos grupos de índios que sentavam nas praças a cantar. Porém, apesar das incertezas quanto a origem do nome ‘payada’, sabe-se que seu principio está ligado aos romances e quadras medievais e renascentistas, com grande alcance popular. Esta forma de literatura oral foi trazida pelos povoadores espanhóis do território platino.

Vida e Obra de Jayme Caetano Braun


Payadorpoeta e radialista, Jayme Caetano Braun nasceu na Timbaúva (hoje Bossoroca), na época distrito de São Luiz Gonzaga, na Região das Missões no Rio Grande do Sul.
Durante sua carreira fez diversas payadaspoemas e canções, sempre ressaltando o Rio Grande do Sul, a vida campeira, os modos gaúchos e a natureza local.
Jayme sonhava em ser médico mas, tendo apenas o Ensino Médio, se tornou um autodidata principalmente nos assuntos da cultura sulina e remédios caseiros, pois afirmava que "todo missioneiro tem a obrigação de ser um curador".
Aos 16 anos mudou-se para Passo Fundo, onde viveria até os 19 anos. Na capital do Planalto Médio, Jayme completou seus estudos no Colégio Marista Conceição e serviu aoExercito Brasileiro.


Jayme foi membro e co-fundador da Academia Nativista Estância da Poesia Crioula, grupo de poetas tradicionalistas que se reuniu no final dos anos 50, na capital gaúcha.
Trabalhou, publicando poemas, em jornais como O Interior e A noticia (de São Luiz Gonzaga). Passa dirigir em 1948 o programa radiofônico Galpão de Estância, em São Luiz Gonzaga e em 1973 passa a participar do programa semanal Brasil Grande do Sul, na Rádio Guaíba. Na capital, o primeiro jornal a publicar seus poemas foi o A Hora, que dedicava toda semana uma página em cores aos poemas de Jayme.
Veio a falecer de parada cardíaca em 8 de julho de 1999, por volta das 6h, em Porto Alegre. Seu corpo foi velado no Palácio Piratini, sede do governo sul-rio-grandense, e enterrado no cemitério João XXIII, na capital do estado. Para o dia seguinte estava programado o lançamento de seu último disco Exitos 1.


Obra de Jayme Caetano Braun

Em seus versos retratou, com conhecimento de causa, os hábitos costumes e vicissitudes do homem campeiro do sul do Brasil.

O peão de estância, o gaúcho andarilho, o índio missioneiro e muitas outras figuras regionais ganharam vida em seus poemas.


A formação dos Sete Povos das Missões, a epopéia farroupilha, foram alguns dos seus muitos temas.


Eterno filósofo galponeiro, em suas reflexões, buscou as respostas da existência na visão do homem simples.


Sua temática ia da raiz às estrelas, sendo ao mesmo tempo regional e universal; seus versos mescla de história, costumes e atualidades, exaltaram a vida do homem excluído, pobre e oprimido.
Deixou sua obra imortalizada em vários livros e discos. Sendo considerado pelos tradicionalistas, como referência gauchesca da essência riograndense.

 Lançou diversos livros de poesias, como Galpão de Estância (1954), De fogão em fogão (1958), Potreiro de Guaxos (1965), Bota de Garrão (1966), Brasil Grande do Sul (1966),Passagens Perdidas (1966) e Pendão Farrapo (1978), alusivo à Revolução Farroupilha. Em 1990 lança Payador e Troveiro, e seis anos depois a antologia poética 50 Anos de Poesia, sua ultima obra escrita.
Publicou ainda um dicionário de regionalismos, Vocabulário Pampeano - Pátria, Fogões e Legendas, lançado em 1987.
Jaime também gravou CDs e discos, como Payador, Pampa, Guitarra, antológica obra em parceria com Noel Guarany. Sua ultima obra lançada em vida foi o disco Poemas Gaúchos, com sucessos como Payada da Saudade, Piazedo, Remorsos de Castrador, Cemitério de Campanha e Galo de Rinha.
Gravou, ainda, com Lúcio Yanel, Cenair Maicá e Luiz Marenco.
Entre seus poemas mais declamados pelos poetas regionalistas do país inteiro, destacam-se Bochincho, Tio Anastácio, Amargo, Paraíso Perdido, Payada a Mário Quintana eGalo de Rinha.
Seu nome batiza ruas, praças e principalmente CTGs no Rio Grande do Sul e em todo o Brasil. É considerado o patrono do Movimento Pajadoril no Brasil.


Curiosidades sobre o Pajador

- Seus primeiros poemas foram publicados em 1943, no jornal A Notícia de São Luiz Gonzaga, assim como seu 1° Livro Galpão de Estância, em 1954.


- Seus ídolos na poesia foram: Laurindo Ramos (tio avô); Balbuino Marques da Rocha; João Vargas do Alegrete; Juca Ruivo e os insuperáveis Athaualpa Yupanki e José Hernandez (Martin Fierro).

- Foi um dos fundadores do CTG Galpão de Estância de São Luiz Gonzaga.
- Foi um dos fundadores do conselho coordenador do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), sendo presidente em 1959.

- Foi um dos fundadores da Estância da Poesia Crioula, grupo de poetas tradicionalistas que se reuniram no final dos anos 50.

- Considerado, juntamente com Noel Guarany, Cenair Maicá e Pedro Ortaça um dos “Troncos Missioneiros” fundadores do estilo musical chamado: Missioneiro; marca registrada da região das missões e do Rio Grande do Sul.

- Na infância, juventude e também na maturidade (sempre que possível) passava suas férias nas fazendas de seu avô Aníbal Caetano ou de seu tio Danton Ramos.


- Sonhava fazer medicina, sem terminar o ensino médio, tornou-se um especialista em remédios caseiros. Dizia que todo missioneiro tinha a obrigação de ser um curandeiro.
- Para alguns era considerado um artista polêmico, genioso, pois era radical ao defender seu ponto de vista. Dizia o que tinha que dizer; gostassem ou não.



- Certa feita ao ser comparado a um corvo, devido a seu gosto por roupas escuras, respondeu: “O corvo é uma ave higiênica, que limpa todos os campos”.

- Seu ultimo CD: Êxitos 1 (lançado dias após sua morte) estava pronto com mais de ano de antecedência; o lançamento havia sido adiado (a seu pedido) pois queria estar em melhores condições de saúde.

- Dentre seus companheiros e parceiros musicais destacam-se: Noel Guarany, Cenair Maicá, Pedro Ortaça, Lucio Yanel, Glênio Fagundes, Chaloy Jara e Gilberto Monteiro.

- Recebeu ao longo de sua carreira inúmeras premiações e homenagens: destaque especial no prêmio Açoriano de Música (1997), troféu Simões Lopes Neto, maior honraria concedida pelo Governador do estado (1997), Troféu Laçador de Ouro (1997).



- Foi instituído em sua homenagem, na data de seu aniversário, 30 de Janeiro, o “Dia do Payador” com lei estadual de N° 11.676/01 de autoria do Deputado estadual João Luiz Vargas.

- Os Dois Lenços: devido à grande admiração por seu tio avô Laurindo Ramos, poeta e Coronel chimango da revolução de 1923 e 1924 e por influencia de seu tio Ruy Ramos, começou a usar o lenço branco, sendo apelidado desde moço de “chimango”. Muito mais tarde, na sua maturidade, ao morar em Porto Alegre, capital política dos gaúchos, passou a usar o lenço colorado.

-Era torcedor gremista, mas nem por isso deixou de assistir com amigos colorados a um GreNal na torcida do Internacional, como contou-me o seu primo-irmão Sr. Juca Ramos. 


Naquela feita, ao ser quase denunciado ao comemorar um gol do Grêmio, disfarçou e criativamente disse: “Dá-lhe seus frescos, nós estamos jogando mal, mas vamos virar essa porcaria...” (como se fosse um fanático torcedor colorado). O que motivou risadas entre os amigos que sabiam da verdade.

-Outra que me contou o Sr. Juca Ramos é a de quando Jayme era diretor da biblioteca pública, recebia seguidamente a visita dele, que na época era estudante e ia lá fazer pesquisas .


 Em certas vezes Jayme  se reunia com  o Sr. Juca e outros estudantes e encaminhava todos para sua sala para “estudar” a Divina Comédia de Dante Alighieri, ao cruzar pela secretária, uma idosa senhora, ele pedia para não ser importunado, pois precisava ensinar muitas coisas importantes à aqueles estudantes, o que causava certa admiração na senhora, mal sabia ela que eles iam jogar truco

Por hora é isso, inté fui...